BEM - VINDO
Convido todos a conhecerem os projetos sustentáveis do povo Paiter Suruí e se inspirarem em suas iniciativas. Os Paiter Suruí estão mostrando ao mundo que é possível conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação da cultura e da natureza, promovendo um modelo econômico circular e sustentável que valoriza a produção local e reduz a dependência de recursos externos. Visitar o território Paiter Suruí é uma oportunidade única para aprender sobre práticas sustentáveis, intercambiar conhecimentos e experimentar a riqueza cultural.
PROJETOS EM DESTAQUE:
PAMINE: o renascer da Floresta

O projeto de reflorestamento Pamine foi iniciado pelos Paiter, que identificaram que 7% da floresta em sua Terra Indígena Sete de Setembro havia sido desmatada e decidiram devolver à natureza suas matas. O projeto contou com a pesquisa de 17 espécies de árvores que haviam sido retiradas de cada parte do território indígena, além da colaboração de parceiros dispostos a sonhar e plantar junto com a comunidade. Homens, mulheres, crianças, jovens e velhos plantaram, cuidaram e mostraram ao mundo como estavam contribuindo para o equilíbrio do clima da Terra e para um mundo melhor. A história foi registrada em um livro para inspirar outros a se tornarem guardiões da floresta e contribuírem para a proteção do meio ambiente.
Etnozoneamento Paiterey Garah

Etnozoneamento é um termo utilizado para descrever um processo de delimitação territorial que leva em consideração os aspectos culturais e socioeconômicos de um determinado grupo étnico. Esse processo tem como objetivo identificar e demarcar as áreas de uso tradicional e as atividades econômicas desenvolvidas pelas comunidades indígenas e quilombolas, por exemplo, e garantir a proteção dessas áreas como patrimônio cultural e ambiental. O etnozoneamento é uma forma de valorizar o conhecimento e a cultura das populações tradicionais, e promover o uso sustentável dos recursos naturais de maneira equilibrada e justa.
Plano de Gestão Etnoambiental da terra indigena sete de setembro

O Plano de Gestão Etnoambiental da Terra Indígena Sete de Setembro é um documento que apresenta diretrizes e ações para a gestão territorial e ambiental da Terra Indígena Sete de Setembro. Apresenta medidas para a proteção da biodiversidade, o manejo de recursos naturais, a preservação de áreas sagradas e a valorização da cultura e dos saberes tradicionais dos povos indígenas. Além disso, ele prevê ações de articulação com outras instâncias governamentais e não governamentais para a implementação das políticas públicas necessárias para a efetivação dos objetivos do plano.
Carbono Suruí

O Projeto de Carbono Suruí é um programa inovador criado pelo Chef Almir Suruí. O projeto visa combater o desmatamento na região amazônica, preservar a floresta e promover o desenvolvimento sustentável das comunidades indígenas.
A iniciativa é pioneira em terras indígenas, sendo uma das primeiras a receber a certificação internacional de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+). A certificação significa que as emissões de gases de efeito estufa geradas pelo desmatamento e degradação da floresta são reduzidas por meio de práticas sustentáveis.
Automonitoramento Paiter Surui sobre o uso de mamíferos de médio e grande porte na Terra Indígena Sete de Setembro

O Automonitoramento é que ele pode ser utilizado como uma ferramenta de alerta precoce para identificar riscos ambientais emergentes. A análise de indicadores biológicos pode ajudar a identificar mudanças significativas nos ecossistemas antes que os efeitos sejam visíveis, permitindo que medidas sejam tomadas para minimizar ou evitar os impactos negativos.
UNIPAITER - UNIVERSIDADE PAITER A SOEITXAWE

Um espaço de trabalho contínuo e sistemático para a sistematização do conhecimento ancestral do povo Paiter Suruí em diálogo horizontal com outros povos e tradições de conhecimento. A universidade é baseada em um conceito de interculturalidade que visa ao bem comum e ao diálogo respeitoso entre especialistas, sábios Paiter e professores doutores Paiter e não Paiter. A universidade tem como objetivo a pesquisa, o ensino, o desenvolvimento tecnológico e a extensão, com foco em um modo Paiter Suruí de compreender o pensamento humano voltado para o bem-estar da comunidade.
O sistema de governança do povo Paiter Suruí é baseado na liderança de um Labway saga ou Presidente do Territorio sete de Setembro que é escolhido por sua habilidade em gerenciar e liderar a comunidade. Além disso, existe um conselho comunitário composto por líderes de famílias e representantes das aldeias, que atua como um órgão consultivo na tomada de decisões importantes. A comunidade também conta com o apoio de organizações não governamentais e entidades governamentais para o desenvolvimento de seus projetos.
Para executar seus projetos, o povo Paiter Suruí conta com a Associação Marimop Gameb Paiter (MARIMOP), uma organização sem fins lucrativos criada para promover o desenvolvimento sustentável da comunidade. A MARIMOP é responsável pela gestão e execução de diversos projetos, como o Carbono Suruí, o turismo ecologico, a produção e extrativismos de recursos florestais, programas de educação e saúde, entre outros.
É importante destacar que a Associação Marimop Gameb Paiter é formada por membros da própria comunidade e atua de forma independente, buscando sempre promover a preservação da cultura e dos valores do povo Paiter Suruí. Com esse sistema de governança e a atuação da MARIMOP, a comunidade tem conseguido alcançar resultados significativos em termos de desenvolvimento sustentável, contribuindo para a conservação da biodiversidade da região amazônica e para a valorização da cultura indígena.






.png)
.jpg)

.png)
